Este artigo analisa os temas do exílio e da errância na poesia de Manuel Alegre, compreendendo-os como um destino coletivo que articula a tradição náutica portuguesa à experiência das perseguições políticas durante a ditadura de Salazar. As reflexões do poeta transcendem a dimensão autobiográfica de sua vivência como exilado e 'retornado', fundamentando-se em um denso diálogo intertextual com o material histórico e literário de figuras como Homero, Dante, Camões e Fernando Pessoa. O estudo investiga como Alegre reelabora a condição de errância, transformando o trauma político em uma poética da resistência que dialoga com a tradição épica e lírica ocidental.
A Barca bela da língua. Manuel Alegre: um português errante entre poética e política
Maria Aparecida Fontes
2024
Abstract
Este artigo analisa os temas do exílio e da errância na poesia de Manuel Alegre, compreendendo-os como um destino coletivo que articula a tradição náutica portuguesa à experiência das perseguições políticas durante a ditadura de Salazar. As reflexões do poeta transcendem a dimensão autobiográfica de sua vivência como exilado e 'retornado', fundamentando-se em um denso diálogo intertextual com o material histórico e literário de figuras como Homero, Dante, Camões e Fernando Pessoa. O estudo investiga como Alegre reelabora a condição de errância, transformando o trauma político em uma poética da resistência que dialoga com a tradição épica e lírica ocidental.| File | Dimensione | Formato | |
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